Escritas

ETERNAMENTE MADRUGADA

Adriano Moreira


Infida a tua doce negritude

Estende teus braços de pilastra

Sobre o ombro do poeta que chora

Que Sussurra,aos acordes de tua brandura.

Estende tuas ruas aos meus pés extenuados

Chora comigo Amiga; eternamente

Sopra-me um soneto, docemente

Sem quimera; sem disfarce

Guia-me casto de generosos sonhos, beija-me a tez

Embala-me,qual um belo infante

Deixa-me penetrar na tua exatidão

Na tua fímbria despojada e perene

Infinda e negra madrugada

Amo tuas mulheres, tuas artimanhas

Tuas vozes vorazes e cortantes

Nas mesas de teus bares, onde andares

Nos rostos embriagados e anônimos

Alastra-me no teu dorso

Como seiva gotejante

Como homem profeta

Como poeta das tuas histórias

Como amante dos desejos que guardas

Leva-me,ó madrugada

Infinitamente nos teus braços...







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Comentários (1)

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joao_euzebio
2012-05-04

Teus poemas me cativam de tal forma que eu leio e releio muitas e muitas vezes Parabéns