APOCALIPSE (O Poema Indesejável)
"... E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existia."(Apocalipse, XXI : 1)
... Ainda há pouco ouviram
(os que se debatiam, agonizantes, em meio aos escombros),
grande explosão nas nuvens.
Depois, a sucessão interminável
De estrépitos menoresno solo em estertores.
Da mais temida tempestade
as derradeiras luzes
vergastam, vigorosamente,
a crosta planetária.
Exibem para os sóis na Imensidade
o horror do grande ocaso,
o imenso caos.
Por fim, instaura-se, lenta,
a mais negra e pesada das noites.
Frio terrível.
Estranhos odores
alastram-se aos uivos do vento da morte.
Assim,
a interstícios,
domina o silêncio.
Absoluto.
Não mais o pulsar do tempo.
Nem uma luz peregrina
no imenso e profundo abismo
que os mais aptos
filhos da vida
chamavam de Terra...
22 de abril de 2012 (DIA MUNDIAL DA TERRA)
(Da coletânea "Estado de Espírito")
Comentários (3)
Ainda há tempo de revertermos esse processo de autodestruição, embora estejamos caminhando lentamente neste sentido. Tomara que as novas gerações não repitam os nossos erros. Que sejam cada vez mais conscientes e façam por nós o que não fomos capazes de fazer. <br /> Meu abraço, João. Obrigado pelo comentário.<br /> Sergio de Sersank
Infelizmente nossa casa como você diz hoje é feita de concreto já não tem a maciez dos campos das florestas e em nome do futuro estamos prestes a não achar as nascentes do rios pois eles secam feito pele ao sol tirando de nós o ar puro enchendo nossos pulmões de resíduos e venenos. Mais assim caminha a humanidade.
<br /> Sobre APOCALIPSE (O poema indesejável)<br /> <br /> Comemora-se na data de hoje, 22 de abril, o DIA MUNDIAL DA TERRA. <br /> A efeméride foi proposta pelo senador americano Gaylord Nelson, no dia 22 de Abril de 1970 e tem por finalidade "criar uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações ambientais para proteger a Terra". <br /> <br /> O poema APOCALIPSE, é a minha modesta contribuição para uma reflexão sobre o maravilhoso mundo que habitamos, a beleza incomensurável da vida e nossa sublime destinação cósmica. Seríamos tão estúpidos a ponto de destruir a casa em que habitamos?<br /> <br /> Sergio de Sersank , 22abr2012<br /> <br /> http://sersank.blogspot.com<br /> http://www.poemas-del-alma.com/blog/publicar-poema-47116<br /> <br />
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