Quando Escrevo
Szabó Tibor
O glorioso sol se perde,
No horizonte entre brumas,
Este chama-se Oeste.
Ao Leste,
Se encontra a pálida lua.
Arrebanhando as estrelas,
Expulsa a escuridão.
Olhos profundos aguardam,
Em grande silencio e solidão.
Sempre encantados,
Com tal profano coração.
Este sou eu,
Quem espera a noite,
Onde enterrado no breu,
Entrego à alma meu açoite.
Sofro por ti,
Alma do universo,
Quem leva e traz,
Lua e Sol.
Na noite amada escrevo,
Onde os sentimentos são livres.
Não vejo no escuro relevo,
Para que tropecem os mártires.
Possuem asas de cera,
Voando noite adentro.
Sou homem.
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