Escritas

O Vento

Szabó Tibor

Venta o vento,

Levando para longe o desalento,

Para longe venta o vento.

Venta feliz e desatento,

O velho vento.

De indas e vindas,

Vive o vento.

Um velho sedento.

Sedento de sentimento.

Pobre vento!

Incapaz do merecimento.

De um dia, sentir o sentimento.

Desatento venta o vento.

Para longe do desalento.

Venha vento!

Porque eu te prometo,

Um breve sentimento.

Simplesmente tenha o intento,

De sentir o próprio vento.

E te presenteio no momento,

Em que finalmente para o vento,

Encontra o sentimento,

No dia no qual atento,

Chega o desalento.

E infeliz,

Chora o vento.

Aos poucos morre o velho vento.

Que agora dono do merecimento,

Chora sentindo o sentimento.

De assento,

Se enche o vento.

Que renasce, novamente desatento.

O velho vento.

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