Tolo coração
Permito que
este estúpido coração
continue se aventurando
nessas loucas paixões
relâmpago que nunca
duram.
Esse tolo não aprende.
Permito que ame
desenfreadamente e
exageradamente,
seja por longos anos
ou passageiros dias que
se dissolvem como o açúcar
na água.
Permito, embora
eu saiba da dor que
uma hora ou outra
põe abaixo a porta e
sem pedir permissão
se instala.
Como poderia ser
real se não fosse assim?
Como se uma bomba estivesse prestes
a explodir no peito,
como se estivesse
saltando de paraquedas
e ele não abrisse
ou quando se
escapa por pouco
do afogamento e
respira como se
não houvesse mais ar.
Permito que ele
se arrisque sem
pudor,
sem medo
sem jogos
sem se esconder,
eu o deixo exposto
como um alvo para
flechas e
todas as vezes que
o atingiram, ele
sangrou e ainda
sangrará,
mas nunca deixará
de pulsar e
nem um milhão
de tambores
serão capazes de
silencia-lo.
Somente assim é real
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