Escritas

A Casa Morta

Antônio Perin
Em antigas noites adolescentes
entre perfumes de mangas e teias de aranhas
pelas frestas do soalho...

Luzes.

Sedas, cetins, brancas coxas
Nevoas de franceses perfumes
brilha o corpo da jovem
capricorniana.

Olhos gulosos se lambuzam
em orgias voieristas.

A memória fantasmeia o passado,
corre os quartos, porões e quintais
da velha casa da rua Alferes em cacos.