vejo-me ali
olho-me na vida através de um espelho;
vejo a passagem do tempo nele reflectido.
estou quase velho;
e tanta coisa em mim não faz ainda sentido!
lentamente,
fragmentam-se os meus sonhos;
emaranhando-me numa desesperada urgência…
e no meio desses caos medonhos,
para os sonhar já me vai faltando a ciência.
correm-me os dias numa aparente calma;
comprazo-me nas quimeras que logrei alcançar.
mas esta placidez não me sossega a alma,
na ausência do teu corpo que me falta ainda abraçar.
em breves e fugidios instantes,
deixo-me regressar aos meus pretéritos amores.
e desses sentires que em mim havia antes,
reconheço-lhes no presente as mesmas dores.
em tudo aquilo que procurei,
persegui o divino da impossibilidade.
mas os altos muros em que me cerceei,
aprisionaram-me numa eterna saudade.
olhei-me na vida através desse ancestral espelho,
em que se reflectiu o brilho do teu olhar
e não! não me senti velho;
nessa fugaz ilusão em que me permiti amar.
pouco importa agora como me vejo!
sinto-te apagar os passos que em ti caminhei.
com isso desvanece-se também o meu desejo;
e chegará o dia em que será recordação o que tanto amei.
ficarão somente as palavras,
para as reler quando ocupado em outras lavras.
não saberei que sentido lhes dar então.
sepultada que estará,
a prometida carícia na minha mão…
vejo a passagem do tempo nele reflectido.
estou quase velho;
e tanta coisa em mim não faz ainda sentido!
lentamente,
fragmentam-se os meus sonhos;
emaranhando-me numa desesperada urgência…
e no meio desses caos medonhos,
para os sonhar já me vai faltando a ciência.
correm-me os dias numa aparente calma;
comprazo-me nas quimeras que logrei alcançar.
mas esta placidez não me sossega a alma,
na ausência do teu corpo que me falta ainda abraçar.
em breves e fugidios instantes,
deixo-me regressar aos meus pretéritos amores.
e desses sentires que em mim havia antes,
reconheço-lhes no presente as mesmas dores.
em tudo aquilo que procurei,
persegui o divino da impossibilidade.
mas os altos muros em que me cerceei,
aprisionaram-me numa eterna saudade.
olhei-me na vida através desse ancestral espelho,
em que se reflectiu o brilho do teu olhar
e não! não me senti velho;
nessa fugaz ilusão em que me permiti amar.
pouco importa agora como me vejo!
sinto-te apagar os passos que em ti caminhei.
com isso desvanece-se também o meu desejo;
e chegará o dia em que será recordação o que tanto amei.
ficarão somente as palavras,
para as reler quando ocupado em outras lavras.
não saberei que sentido lhes dar então.
sepultada que estará,
a prometida carícia na minha mão…
leal maria (todos os direitos reservados)
lealparaquedista@sapo.pt
Português
English
Español