Escritas

LATÊNCIA

Fernando Cartago
Na penumbra vir seu corpo nu brilhar com a mágica luz da lua.
Transportar meus pensamentos para os contornos deliciosos da
Escultura viva que se apresenta disponível ao calor do sexo.
Sentir o perfume da sua pele exalar o cheiro da dama da noite, me
entorpece no louco desejo de mordiscar suas ancas na volúpia de possuir
destreza e malícia em degustar do seu sabor depois do toque fatal.

Passar nos lábios os dedos úmidos de sexo... Faz de mim uma
pessoa grande, forte, cheia de todas as vontades permissíveis ao meu SER.
Corre por minhas entranhas o mel da luxuria, o fogo do anjo de luz, que
arde, queima num gozo magistral e que atravessa minha alma na delicia da
vida. Na loucura desenfreada de sentir o estado de nirvana. Na certeza de
mostrar-me muito mais HUMANO, com o vigor da latência da vida em mim.

Fernando Cartago
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