Quadra Cavernosa
Em que se tornam sonhos
senão no desdobrar do ideal,
o quanto carregam momentos
nos passos do plano astral.
A ascensão natural do homem
e a espiritual por essas esferas,
o liga da argamassa da vida
como um ramo do além.
À sombra da fumaça da massa
inspirada nos termos da Gaia,
o sol por realidades paralelas
e garantidos ardores noturnos
Onde você são todos
e uma viagem sem volta
sabe que ainda é
até submergir a atmosfera.
Volta no parque da pedra
de céu anuviado sem brisa:
ou gosto de paz e amor
ou marolas de frenesi do inferno.
Iluminando formas interiores
a tanto que se assumem sabores,
valor ou cuspe no quintal
da evolução que não olha atrás.
O que não pode ser é,
impossível é graça e desejo
fosse tudo que é
sentido de mundo irmanados.
As luas são as mesmas
a reger a conexão de traços
assentados agora na tábua
o direito declarado de todos.
Mandamento de vida feliz
é amar o próximo como a si,
brota água dos céus
à flor que nasce na terra.
O vácuo foi corrompido
por um sentimento de paz,
feito da fumaça branca
expirada por esses espaços.
Mais perto a gente
mais densa a fumaça,
mais pulso a fonte
a estrela guia o horizonte.
Muitos são os caminhos
mas só um o escolhido,
não fossem as encruzilhadas
de idas sem vindas na estrada.
Desbravar é contemplação psicoativa,
sem é drama, abstinência
daquilo que não volta
senão com fé renovada.
Paixão das profundezas da alma
conduz a balada do verso,
a elevação da palavra do amor
ajunta as canções do universo.
Os últimos serão os primeiros
na coluna de mundos da experiência,
erguida do sangue que pulsou
na luta por essas existências.
Chegado o tempo das reuniões
forte é a presença do espírito,
clamor a carne por mais
de sua parte com a vida.
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