Escritas

PECADO

Fernando Cartago
Noite quente cheia
de desejos.

Pensamentos de
loucuras sem limites onde o corpo quase desfalece.

A memória vaga na
vadia vontade de se entregar à luxúria.

Perfumar-se
desejando ser usado e abusado.

Deixando o toque
sutil agir como fonte de energia para manter o ser em rígida volúpia.

Com a boca
sedenta, senti mordiscar do falo, que espera o momento triunfal de explodir.

Sua ternura é
consumida completamente por carnudos lábios umedecidos de prazer.

Mantendo as almas
quase sem fôlego, num único suspiro o corpo estremece e repousa para então
retornar ao ritmo frenético dos movimentos que darão seqüência á perpetuação da
existência humana.

Fernando Cartago
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