O golpe
Hoje o céu amanheceu mais turvo,
o ar está irrespirável.
Carros se engavetam no cruzamento,
mesmo as máquinas perderam a força.
Hoje não tem chorinho no mercado municipal,
os músicos estão em prantos mudos.
É primavera e não se vê sequer uma flor,
As árvores estão mortas, como as de Manchester,
os prédios, murchos, curvam-se na diagonal
como quem quisesse descansar.
No hospital, bebês nascem urrando
e os médicos agem fria e naturalmente.
Na indústria a fumaça corre para a chaminé
e se dispersa rapidamente na atmosfera
numa fuga desesperada.
Alguns sentimentos se encontram cativos
nos cofres e presídios da cidade,
outros ainda caminham livres pelas ruas
e fazem revolução.
É o golpe da mágoa, do oco, do ódio.
o ar está irrespirável.
Carros se engavetam no cruzamento,
mesmo as máquinas perderam a força.
Hoje não tem chorinho no mercado municipal,
os músicos estão em prantos mudos.
É primavera e não se vê sequer uma flor,
As árvores estão mortas, como as de Manchester,
os prédios, murchos, curvam-se na diagonal
como quem quisesse descansar.
No hospital, bebês nascem urrando
e os médicos agem fria e naturalmente.
Na indústria a fumaça corre para a chaminé
e se dispersa rapidamente na atmosfera
numa fuga desesperada.
Alguns sentimentos se encontram cativos
nos cofres e presídios da cidade,
outros ainda caminham livres pelas ruas
e fazem revolução.
É o golpe da mágoa, do oco, do ódio.
Comentários (1)
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Katia Silva Bufalo
2014-08-20
Me identifico com tudo o que você escreve. Mas esse poema me fascina. Obrigada!
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