Bordel de Sangue
Charles Antônio
Frio... A Lua rente ao Mar beija-lhe a tona,
Entrei em um bordel, o céu retinto,
E embriagada no saguão desse recinto
A decrépita aparição duma velha dona.
Era a morte, aparente ar de marafona;
Brindava talvez champanhe, senão, vinho tinto,
Sangue com gosto amargo de absinto
Para posar com lasso perfil duma madona.
À penumbra do luar nós dois sozinhos,
Os arredores do local sempre quietinhos,
Só sons de dobres infernais numa capela;
Era o fim!... Mas como ávido consorte
Naquela pose sensual beijei a morte,
E ali mesmo pereci nos lábios dela.
Entrei em um bordel, o céu retinto,
E embriagada no saguão desse recinto
A decrépita aparição duma velha dona.
Era a morte, aparente ar de marafona;
Brindava talvez champanhe, senão, vinho tinto,
Sangue com gosto amargo de absinto
Para posar com lasso perfil duma madona.
À penumbra do luar nós dois sozinhos,
Os arredores do local sempre quietinhos,
Só sons de dobres infernais numa capela;
Era o fim!... Mas como ávido consorte
Naquela pose sensual beijei a morte,
E ali mesmo pereci nos lábios dela.
Português
English
Español