Escritas

Tejo Virtuoso

Paulo Jorge
Translúcido e cristalino nasceste,
Lá longe numa nascente abrigada,
Sublime pelas encostas do monte desceste,
Vigoroso e com jovialidade apurada.

Percorreste por leitos tresmalhado,
Incansável banhaste vales carenciados,
Benemérito sem ouvir nunca obrigado,
Ofereces o néctar da vida aos bocados.

Quando passas por mim cansado,
Devagar ondulas ao vento,
Em busca do mar salgado,
Adormeces feliz ao relento.

Água santa da minha terra,
Inspira poetas e enche telas,
Lavado de lágrimas enterra,
Os marinheiros das caravelas.

Eternas ao meu olhar,
Aguardam solenes o destino,
Serenas e calmas a desaguar,
Gaivotas entoam patriotas o hino.

Lx, 2-7-2004
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