Escritas

Desejo

Gerlanio Oliveira


Desejo
Um segundo antes de morrer, quero amar
Amar sem medo, sem pudor
Ter na morte a liberdade que não tenho
Quero antes do suspiro final
O tão sonhado eu
Eu que vivo, eu que morro
Um morrer sem importância


Na minha indiferença hipócrita
Quero o perdão
O meu mais puro perdão
Na minha vida, talvez nunca tenha sido eu
Por falta de amor talvez!
O meu egoísmo, a minha maior virtude
A flor desse meu jardim sórdido
Não me concebeu o amor
Ah! Tão sonhado amor
Sim, a infâmia também me caracteriza
Esta não me falta, exacerbadamente se expressa


Ó Morte, porque demoras?
Traz-me o amor
Teu companheiro mais vil
Sacrifica-me, mostra- me o que agora não vejo
Desse teu amor padeço (Ó Morte tu que és tão forte...)