Brôto de espaço
os fragmentos diversos
Universo sem ideia
de começo ou fim
letras que soam vogais
consoam pontos de mais
exclamo dando sinais reticentes
ria mais...
há mais...
amais...
ria de si
pelo menos
átomos do meu consumo
diário
como bananas de pijama
e o potássio que as pariu
me estouro de gargalhada
quando o pouco já é muito
e o muito é bananada
só rindo que eu sacio
Só risos adoçam o mundo
digerindo rimos juntos
e o denso que indigesta
sorria que fica bem
Qual era?
Qual fora?
que antes de ser no tempo
já não era alguma coisa?
porque não haveria espaço?
se tudo é espaço faz tempo?
Como pode o que não é
nascer e morrer agora?
se tudo que acabou já foi
tudo que era seria outra vez?
Se nunca sai do espaço
para onde mais...
eu iria?
Como seria
criar no espaço
do espaço?
refiz-me e desfiz-me por eras
dissolvendo-me em esferas
no nada antes de tudo
sou oca! Não louca!
gravida de liberdade espacial
que gravita dentro e fora de mim
e que não me conforma
Tão cheia de vida fico
que tudo espaceia a volta
sem mim
e nada brilha sem ele
nem estrela
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