Escritas

ALTARES

Sérgio Lemos
ALTARES

Trazias, luzeira, ah, que aquarela!
no fim do olhar um amor, que zelo!
o sol na queda dos cabelos
banha-te em graça , oh! Donzela.

Se me abres o sorriso
que dourado esse cobre-te a face!
Iracema, qual dos meus paraísos
haveria, e onde, se me faltasses?

Vigia essa busca incerta
e cuida-me em teus altares,
e se, Iracema, por mim chamares
já hei de ser em tua boca aberta.

Quisera, e sempre, soubesses,
tuas dores e amores também senti,
e sonho-me jardim onde floresces
em aromas de flores que não colhi.

Dá-me o colo - alento que anima,
e teus segredos e tua voz e asas,
fiz-me até n'alma tuas casas,
Iracema, que doce vida ensinas!


Sérgio Lemos
08.11.95
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