Ausência
Tiago B. Lyra
Embarcam as vozes de trigos outonais
Estranhos moinhos de águas fluem
Desde as sombras do outono pressinto
Os cachos abertos e úmidos retornarem
Pisadas de ventos voltam a abandonar
As folhas. E de tão caídas abrem-se sozinhas
Os caminhos. Eu as possuo todas em mim.
Todas as folhas multiplicadas em cacho.
E desprende-se do limbo o lírio que de tão pequeno
Fecunda a saudade como um só golpe.
E lá fora onde termina as estradas de barro
Eu vou procurando os retalhos que sobrou de mim.
Tiago B. Lyra
in " A lira desgovernada"
Estranhos moinhos de águas fluem
Desde as sombras do outono pressinto
Os cachos abertos e úmidos retornarem
Pisadas de ventos voltam a abandonar
As folhas. E de tão caídas abrem-se sozinhas
Os caminhos. Eu as possuo todas em mim.
Todas as folhas multiplicadas em cacho.
E desprende-se do limbo o lírio que de tão pequeno
Fecunda a saudade como um só golpe.
E lá fora onde termina as estradas de barro
Eu vou procurando os retalhos que sobrou de mim.
Tiago B. Lyra
in " A lira desgovernada"
Comentários (1)
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joao_euzebio
2011-12-27
Muito bom Tiago suas palavras escorrem dentro dos poemas como se fossem virar algo que bebemos e ficamos embriagados de sentimentos. Parabéns
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