Escritas

Quatro e um meio comprimido

Lucille

Canso-me dos dias pobres

Sem nenhuma iguaria

Das taças vazias

Ocupando balcões empoeirados

De incontáveis partidas


Canso-me das horas iguais

Do pesar que aniquila

Do riso forçado

O presente, o passado

Engolidos com a saliva


Canso-me das cores

Variadas entre cinzas

Isentas de ardores

O vermelho deteriorado

Em bocas de mancebas


Canso-me das relações sórdidas

Dos inícios procrastinados a falhar

Das fissuras incessantes

Irrevogável, interminável

Valsa sem par.

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