Escritas

ESBOÇO DE UM SONETO INACABADO

Adriano Moreira

Bebo sedento teu lábio faminto

Todo ópio que teu corpo contém

E o dia fatigado suspira latejante

Qual eco contido que faz-me refém.



Teu íntimo acende-me a vulcânica labareda

Suavemente adormecida por tua ausência

Teus seios fartos multiplicam minha sede

De doar-me a ti intermitentemente.



Contemplo ardorosamente tua vicissitude

Sobre o profundo azul do infinito

És minha única fuga do abstrato.




O manto incólume e indizível

Toda inexatidão ainda tolhida

Meu grito louco,pleno de imortal insanidad
e
.