Só no Largo Mundo
Danilo de Jesus
O telefone que não tenho não quer toca ;e mesmo se o tivesse
seria provável que também nem tocaria. Nenhuma menagem, do que quer seja, no e-mail - imagine cartas -, mas também elas, essas
não chegaram e tão pouco chegarão . Na rua onde moro, nenhum ascenso de mão(cabeça ou até de desprezo) novo, ate mesmo o ultimo já nem me lembro mais quando foi. Apesar disso tudo, todos os dia carregaria meu telefone e colocaria créditos; acesso diariamente o correio virtual e a caixa de correios real e fico alguns instantes enfrente a porta de casa - Em vão tudo isso! Embora já esperava isso, ate mesmo de ente mão.
Luz no meu quarto apagada, cabeça no travesseiro duro: ''estou só no largo mundo.'' Essa frase não é minha, não obstante,quisera eu ter a ''inventado'' hoje pela premeria vez.
A rua onde moro é larga e muito clara e passam muitas pessoas e passam muitos carros também. Ainda que ( misteriosamente) a luz e as muitas pessoas quem passam e também os muitos carros que nela passam, não passem de fronte a minha casa; e o asfalto acabou a alguns metros antes dela. alem disso, minha casa fica na entrada de uma viela e o fundo do meu quintal dá em um beco sem saída. Mas há vida na minha vida e ela não está aprisionada e tenho boa saúde e acredito no amor. Não sou dinâmico e nem digital, mas sou analógico e também carinhoso. Não frequento o extremo de certas coisas ou atitudes, embora não seja conta a elas, mas penso que é melhor ser neutro do que ter pavio curto, além do que acredito que o meio terno leve sempre ao melhor caminho. Não sou vulgar, porém sou fácil, por outro lado, nunca 'catei papel na ventania', mas também espero sempre por alguém. Tenho pena do mundo, das pessoas e também de mim e tenho medo do escuro. Ainda mais a noite e quando sempre estou só - alias, nunca deixo a luz do meu quarto apagada. A luz que nele se apaga , sobre tudo, é a de gente: brilho nos olhos, abraço apertado, toalhas molhas pelo o chão, pergunta e resposta: um ser frente ao outro!
Estou só no largo mundo e ao mesmo tempo acompanhado - a solidão é culpa minha ... Estou lúcido e alheio a isso tudo: a mim, do que quis e fiz, do quis, mas não fiz e do que poderia ter sido no conjunto da obra.
Sou triste porque ainda não me liberei por completo e também porque o chão aqui é muito duro e nem mesmo o sol aquece aquele certo frio; e feliz porque estou vivo e sobrevivo, a cada dia, a própria tragédia que sou!
seria provável que também nem tocaria. Nenhuma menagem, do que quer seja, no e-mail - imagine cartas -, mas também elas, essas
não chegaram e tão pouco chegarão . Na rua onde moro, nenhum ascenso de mão(cabeça ou até de desprezo) novo, ate mesmo o ultimo já nem me lembro mais quando foi. Apesar disso tudo, todos os dia carregaria meu telefone e colocaria créditos; acesso diariamente o correio virtual e a caixa de correios real e fico alguns instantes enfrente a porta de casa - Em vão tudo isso! Embora já esperava isso, ate mesmo de ente mão.
Luz no meu quarto apagada, cabeça no travesseiro duro: ''estou só no largo mundo.'' Essa frase não é minha, não obstante,quisera eu ter a ''inventado'' hoje pela premeria vez.
A rua onde moro é larga e muito clara e passam muitas pessoas e passam muitos carros também. Ainda que ( misteriosamente) a luz e as muitas pessoas quem passam e também os muitos carros que nela passam, não passem de fronte a minha casa; e o asfalto acabou a alguns metros antes dela. alem disso, minha casa fica na entrada de uma viela e o fundo do meu quintal dá em um beco sem saída. Mas há vida na minha vida e ela não está aprisionada e tenho boa saúde e acredito no amor. Não sou dinâmico e nem digital, mas sou analógico e também carinhoso. Não frequento o extremo de certas coisas ou atitudes, embora não seja conta a elas, mas penso que é melhor ser neutro do que ter pavio curto, além do que acredito que o meio terno leve sempre ao melhor caminho. Não sou vulgar, porém sou fácil, por outro lado, nunca 'catei papel na ventania', mas também espero sempre por alguém. Tenho pena do mundo, das pessoas e também de mim e tenho medo do escuro. Ainda mais a noite e quando sempre estou só - alias, nunca deixo a luz do meu quarto apagada. A luz que nele se apaga , sobre tudo, é a de gente: brilho nos olhos, abraço apertado, toalhas molhas pelo o chão, pergunta e resposta: um ser frente ao outro!
Estou só no largo mundo e ao mesmo tempo acompanhado - a solidão é culpa minha ... Estou lúcido e alheio a isso tudo: a mim, do que quis e fiz, do quis, mas não fiz e do que poderia ter sido no conjunto da obra.
Sou triste porque ainda não me liberei por completo e também porque o chão aqui é muito duro e nem mesmo o sol aquece aquele certo frio; e feliz porque estou vivo e sobrevivo, a cada dia, a própria tragédia que sou!
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