Escritas

A esmo

Danilo de Jesus
Saíra à caminhar a esmo à noite depois de um dia leve, porém muito escuro, como um funcionário público que levasse consigo, ao invés da pasta, a alma debaixo do braço e nela houvesse todos os pontos de amargura muitíssimos bem marcados. E lançara olhares para alguma coisa e para qualquer coisa e para tudo ao mesmo tempo, mas nada se comunica com meus olhos. Faltava qualquer coisa àqueles dois presentes de infância  que os tornassem capazes de atrairem a vida das cenas das ruas. Faltava um motivo , talvez, um brilho ou até mesmo uma alma, porque ela se comunica com a vida! Mas esssas duas uvas estavam tão passas que cliente algum as levou.

Recordo-me que dois desejos foram os motivos  desse  calvário. Eram os de...
Então anos passaram-se e tudo ficou sob o tapete do tempo. Mas esse Deus infinito, não sei se por bondade ou travessura, o teceu com o meu coração.
Até hoje, como um sorriso amargo que o dentes não quiseram parir , sinto-os igual uma múmia em no coração dizendo que um era o de ver a sujeira das ruas e as pessoas que nela passam e outro era, talvez, o de viver!
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Comentários (2)

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joao_euzebio
joao_euzebio
2012-08-16

Basta um andar um olhar um brilho qualquer para chamar nossa atenção e ai nos pegamos cientes de que vamos progredir nesse caminho mas as coisas passadas nos arrastão para a solidão de nos mesmos, é difícil mas não impossível e ai achamos o caminho Parabéns

2012-08-15

Muito emocionante te ler , vc &eacute; um escrtor meu caro , e dos bons, eu sei, eu conhe&ccedil;o<br> </br>quando deparo com algu&eacute;m que tem ess&ecirc;ncia e dom. aplausos continue.