Agonia confusa

Ser sempre pálido ao alvorecer, alvo, sempre calmo enquanto o sangueescorre. Lágrimas caem sem eu querer, a dor é tão forte que não seimporta ver, crer, crescer, andar. Minhas pernas não mais caminhamcontra o vento, pois estáticas se tornaram após a grande tempestade,que mesmo sem eu entender qual grande foi esta tempestade, assim meencontro caído, abatido, abalado, enciumado por algo que não existe,isso tudo eu apenas criei, agora me diz como desfazer? Somente vejo asombra de minha cabeça baixa, meu sorriso não mais se encaixa nestamera solidão. Foi tudo eu quem criou. Foi tudo eu quem criou. Foi tudoeu quem criei as aves que cantam e me cercam a cada manhã e que metiram um aperto qual sem jeito me leva fingir. Como rosas me via aesperar que chegasse a luz, a luz que aos céus as conduz. Em vãotentei, me esqueci que caminhar não posso mais, no entanto, um prantorolava interno, paterno, onde está o Pai? Sinto-me confuso e atraído,sinto-me desvalorizado e traído, mas porque ainda resta algo bom que mefaça lembrar dos tempos bons que eu vivia a te amar? Não quero magoarmais ninguém, férias de mim mesmo já tirei, seria bela a manhã serenado fim de tudo isso que eu criei, pois foi eu quem criei, foi eu quemcriou...
mas tudo vai se findar.
1 067 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.