Alice
Daniel Correia
Alice chamava-se assim: uma menina bonita
Os dedos sempre longos, como tranças
num rosto de boneca recortadas.
Os cabelos rabiscados como armas
sobre os ombros e uma boca de bondade.
(Desenhem-se uns olhos verdes de fruta, num corpo de missangas
E um perfil estreito de ilha...)
Dos lábios incómodos (e de aspecto melífero)
Alice trincava Fábulas e ruía.
Inocente compulsiva, aquele sorriso impune...
Aquela fragrância ilícita...
Os dedos sempre longos, como tranças
num rosto de boneca recortadas.
Os cabelos rabiscados como armas
sobre os ombros e uma boca de bondade.
(Desenhem-se uns olhos verdes de fruta, num corpo de missangas
E um perfil estreito de ilha...)
Dos lábios incómodos (e de aspecto melífero)
Alice trincava Fábulas e ruía.
Inocente compulsiva, aquele sorriso impune...
Aquela fragrância ilícita...
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