SEGREDOS
Igor Roosevelt
Quantos versos já tive que impedir
A caneta, imprudente, de escrever?
Nesses versos eu quase me traí
Revelando o que tinha que esquecer.
Quantas vezes, num esforço desumano,
Meus lábios eu mantive contraídos
Pra que esses versos, mesmo por engano,
Sussurrados não fossem aos teus ouvidos.
Vontade de dizer-te, em verso e rima,
Todo carinho que a minha alma anima,
Toda a saudade que lhe faz penar.
Quero teu corpo, teus abraços, beijos...
Mas no meu peito guardo esses desejos
Que nem em versos ouso confessar.
A caneta, imprudente, de escrever?
Nesses versos eu quase me traí
Revelando o que tinha que esquecer.
Quantas vezes, num esforço desumano,
Meus lábios eu mantive contraídos
Pra que esses versos, mesmo por engano,
Sussurrados não fossem aos teus ouvidos.
Vontade de dizer-te, em verso e rima,
Todo carinho que a minha alma anima,
Toda a saudade que lhe faz penar.
Quero teu corpo, teus abraços, beijos...
Mas no meu peito guardo esses desejos
Que nem em versos ouso confessar.
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