Desconstruindo
Claro que está ruindo
Mas crio a cada pedaço
olhando prô que foi isso
Esfarelando... Criando
Desconstruindo
Crio enquanto descrio
Desmanchando o que já foi
O denso que amoleço
Separado os fins
em recomeços
aproveito só lembranças
dos idos que inda são
pedras lembradas
do meu caminho batido
por onde nem passo mais
Meus caminhos terminaram
Meu passado desmanchou
Saida?
Só para frente
Em frente quem vai?
sou eu
Uma questão de apontar...
Decidir e mover
Parar?
Só quando a hora chegar
Sair de cena com graça
Morrer escutando aplausos
Se todos os caminhos
levam-me a Roma...
De certo também
posso não lá chegar
Uma questão de opção
Se sei o que tem lá...
Posso desviar minha rota
As boas já foram boas
por hora não são mais novas
e assim abro os caminhos
criando agora espaço
Se tem uma coisa
que fazemos sem pensar é...
Entulhar
Preencher
Sufocar
Envelhecer
Quem sabe de agora em diante
criemos apenas espaço
Pois do jeito que o peso oprime
não passaremos de
Terráquios
Presos no mesmo passado
Que foi então muito bom...
Mas que passou
novamente
Eramos batráquios
Felizes...
Adaptados e...
Sorridentes
Coaxando por toda graça
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