Escritas

A Janela de Janeiro

RafaelCastro

A Janela de Janeiro,

foi lá por ela

que me perdi inteiro.

Na solidão de Inverno,

o meu primeiro,

de um tempo eterno

com a ausência do teucheiro.

As amizades com as letras

de idades

por pó cobertas,

de tempos e vidas certas,

de outrora portas abertas.

Foi nelas que passei,

a ausência de ti

o que hoje sei

com elas aprendi

na luz dímea do sol

que espreita nas nuvens,

foi aí que fiquei.

Lá na Janela de Janeiro,

voltei a ela

por juras de guerreiro

de resolver a batalha

como os fantasmas do roupeiro,

uma luta muda

de um monge no mosteiro.

O vento espalha,

a memória do teu cheiro,

um dia calha

e voo do poleiro,

Um dia ameno,

Um dia...
O meu primeiro.