O inverno e a tempestade
Faz tempos de um dia em que na neve me perdi
com o coração da montanha e o frio como companhia
Foi aí entre pinheiros queas tuas sardas vi
Dançavas selvagem com aleveza da neve
e eu aproximei-me,nervoso, seguro de que eras magia,
seguro de que um suspiro te levaria em breve.
Mas eras veradeira e com olhos de cristal,
que pude ver quando os olhares se cruzaram
ficámos estáticos numa linguagem transcendental,
e foi aí que conheci a beleza do teu Inverno
nos olhos de um animal que os Deuses marcaram,
aí ficámos congelados por um silêncio eterno.
Larguei a arma, a roupa e por fim larguei-me a mim
Nu, renasci perante ti sem sonhar que sequer morri.
Tu avançaste lentamente e a minha testa tocaste
e ainda no silêncio eterno os meus lábios beijaste.
Aí ficamos congelados porum tempo incerto
na floresta, no silêncio,esperando a explosão
de um futuro que se tinha aberto
do qual haviamos sido ignição
e do frio viria a última revolução.
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