Magas amargas
não sei por quanto tempo
vai perdurar este agora!
Agora é momento de refletir
sobre o que houve agora
e sabe-se lá por quanto tempo
será enfim este silencio
Criamos nossas histórias
e não finjo...
Não sabe-lo
nem fujo
nem nego
nem me escondo tal menino
assustado por poder
fazer arte... Tantas artes
até queimar-se... quebrar-se
inflamar-se com febre por dentro
Não imagino sofrer
Sou das Magas mais alegres
imagino felicidade abundante
que compartilho com muitos
Magos amigos
Mas sempre tem um...
Que renega e emburra sozinho
ficando tristonho...
Em qualquer canto
Curtindo sonhos funestos
Imaginando abandonos
Cegos
diante de tudo...
Só falta
Diante do tudo
há nada...
Nada enxerga
Nada vê
Nem lágrima brota ao olhar
No olho congestionado...
Petrificado dos seres opositores
do estado de alegria
Os Magos da amargura
Preferem a noite e a clausura
Os choros e os rangidos
os fracos e os oprimidos
por companhia e afeto
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