Escritas

Magas amargas

teka barreto


Guardei as palavras

não sei por quanto tempo

vai perdurar este agora!


Agora é momento de refletir

sobre o que houve agora

e sabe-se lá por quanto tempo

será enfim este silencio


Criamos nossas histórias

e não finjo...

Não sabe-lo

nem fujo

nem nego

nem me escondo tal menino

assustado por poder

fazer arte... Tantas artes

até queimar-se... quebrar-se

inflamar-se com febre por dentro


Não imagino sofrer

Sou das Magas mais alegres

imagino felicidade abundante

que compartilho com muitos

Magos amigos


Mas sempre tem um...

Que renega e emburra sozinho

ficando tristonho...

Em qualquer canto

Curtindo sonhos funestos

Imaginando abandonos


Cegos

diante de tudo...

Só falta

Diante do tudo

há nada...

Nada enxerga

Nada vê

Nem lágrima brota ao olhar

No olho congestionado...

Petrificado dos seres opositores

do estado de alegria


Os Magos da amargura


Preferem a noite e a clausura

Os choros e os rangidos

os fracos e os oprimidos

por companhia e afeto













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