Escritas

Sou

Lua Barreto
É assim que eu sou
Prolixa
Perdida
Complicada

Não sei fazer joguinho
Nem sei contar piada

Sem meio-termo
Sem meias palavras

Quero sempre tudo
Muito
Inteiro
E rápido

O que guardo me incomoda
Feito sapato apertado
E se me der espaço,
Falo.

Sou assim também
Fálica, bobagenta
Apaixonada sem medida

Se cruzar eu chuto
Se der sopa bebo a vida
De um gole.

Herança de vó:
Pés no chão
Cabeça nas nuvens.
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Comentários (1)

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joao_euzebio
joao_euzebio
2011-10-18

Não sei mais o que dizer dos encantos que teus poemas tem, para mim cada leitura vejo uma Lua enorme brilhando dentro dos meus olhos.