MÁSCARAS

Diz mal do trato que te faço,

Da sombra, sente ciúme,

Prende-me com um curto laço,

Trata-me com azedume!


Diz que me amas, nessa cegueira,

Alimenta o teu estigma doentio,

Faz-me acreditar que é passageira,

E não mudes esse teu mau feitio!


Zomba de mim, que me aquieto,

Repete!.... - O que faço, nada é prolífico,

Que já nasci sem horizontes e, por aqui fico,

E estagnarei na água podre, como um dejeto!


Muda de face, conforme o plano que te dá jeito,

Que eu moribunda e serena tudo aceito,

Como uma tola, que eternamente deve respeito!


Mede a distância que de mim tem, o teu olhar,

Esfria o afeto que ainda tenho, para te dar,

Que tarde ou nunca,

quando me quiseres,

me vás achar!

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