Igualdade
Vítor Cazumbá
Não quero começar o ano com o céu da mesma cor
Um laranja cairia bem
A normalidade e a modéstia assombram as casas
O velho clima de guerra nas ruas
Chuvas e mormaços alternados
Caridades e escolinhas com a sua moralidade
Não quero placas de não
Não quero tapinhas e talvez
Não quero barcos acenando navios longínquos
Já não se pode pensar no passado
Tem-se medo
Não há dia após às sete.
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