Escritas

«Noutros Rostos» VI

Filipe Marinheiro

perdesses o medo gritarias toda a noite sem um arranhão sequer


erguerias numa taça de flanela o tamanho do medo miudinho

e saberias que a tua memória se desfarela menor ao medo

que te consome e controla a força com que te deitas

ou se morres vertiginosamente

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