Escritas

Depois da Chuva

Danilo de Jesus

Revirando meus destroços, vejam só o que encontrei: a vida! Estava lá, Paradinha, debaixo dos meus pés, numa estagnação que não era nem dor ou medo.

Ofereci-a toda a fortuna que tinha, e que achava que ela valia — não quis!

Naturalmente, como tinha quer ser continuei minha procura. E desta vez nem chorei!

Depois a chuva veio.

Hoje não sei mais sorrir!
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