Escritas

Planície do tempo

Manito O Nato
Tempo...
Flor em desabrochar continuo,
Albergue de quantas lágrimas
Relâmpago desluzido do agora...
Atravessando por sua planície
Viandantes de toda hora,
Por estações, plantios e colheitas,
Caminham de mãos dadas
Entrelaçando realidades e sonhos,
Risos e prantos, partidas e chegadas

Tempo... tempo...
Em despedida, vestidas de cansaço,
Por detrás do resplendor tremulo
Pesarosas quão tardias lágrimas,
Inundam seu caminho lasso,
Lavando das esperas o acúmulo,
Da nostalgia a relva e o túmulo.

Tempo... tempo... tempo
Janela entreaberta às fantasias...
Em seu parapeito, emudecida
A vida se curva à sorte;
Despede desbotadas as alegrias
E lança-se de ti para além
Usando por trampolim a morte
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