Escritas

BICHO RARO

DANDDARA
Entre prédios alvo-cinzentos
És a improvável cor
Sobre desérticas Babilônias
Um oásis voador
Acima do céu de São Paulo
Ozul mais azulzinho
Além das curvas dessa estrada
Finalmente, meu caminho

Sob a mancha de óleo n'água
Cardumes de peixes vivos
Contra o fim do velho mundo
Todos os motivos
Ao revés do néo-apocalipse
Renovada Era
De dentro desta santa asceta
Animus Fera!

Através das solidões sofistas
Ares de amor
Deus pagão - és o que foste
E como for.

Amar-te é saber-te...
Ama, pois, bicho raro
A mim, que a ti tanto
Amo e amo - Homem-flor.

Rio, outubro de 2005