Liberté, Egalité, Fraternité
Rubens Rodrigo
O Futuro olha o passado
Com saudade nos olhos
Estou ficando velho
Assustado, desanimado
Distraído
O Sol cai
Como um pássaro de asas cortadas
Nunca mais voltará a iluminar
As sombras do futuro
Caem sobre ideias sólidas
As liquefaz
Despencam pelos meus olhos
Escorrem pelo meu queixo
Passam entre meus dedos
Já não são minhas
São do tempo
São do Passado
O Futuro olha-as descer o rio do tempo
Saudoso
Rumo ao mar do esquecimento
No Passado o Futuro era melhor
Agora é ausência de luz
O silencio que me conduz
Em direção ao cadafalso
Passos lentos tentam evitar o lugar
Onde todas as ambições são guilhotinadas
Mas é em vão
Só me resta ajoelhar
E esperar a lâmina descer.
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