CONTO DAS PEDRAS

Olho a escadaria iluminada e mergulho na fantasia,

No pensamento brotam murmúrios a lampejar

De corpo inteiro sigo a imponente fortaleza e a magia

Admiro cada pedra subindo ao céu, como a um altar


A arte e seus contrastes são inebriados até ao infinito.

A imagem fica gravada nos sentidos e no fundo da minha alma.

Do céu ao lusco-fusco observo e estremeço. Oiço surdo grito!

Absoluto silêncio reina o momento contemplador, sem vivalma!


Cismo através dos séculos, em outras eras, o abandono,

as majestosas edificações, as guerras e as conquistas austeras

Povos mortos de cansaço, obedecem a altas esferas!


Cercados por medos, experimentada miséria e leves de sono,

suplicam de mãos postas ao céu, prosperidade e paz na terra,

para que os homens impiedosos, acabem com as guerras!


Maria Antonieta Matos “In Poetizar Monsaraz II”

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