MADRUGADA
A noite veio escondendo-se por trás do entardecer,
Não esperou nem o dia findar,
Mostrou-se como trevas devastadoras,
Consumindo o brilho do sol,
As estrelas tímidas tendem aparecer,
A lua com seu charme de conquistadora,
A lembrança do dia ficou longe dos ignorantes em seu rol.
A acomodação é geral, dormi é uma necessidade rotineira,
A cidade calmamente dorme sua tarefa derradeira,
Eu sonhando acordado o sono me abandonou,
Resta a caneta e o papel companheiros fiéis,
Sabe a alma de poeta triste abnegou
Do sono amado não cobrando contos de réis.
Olhando da janela o silêncio,
Onde andas minha amada em seus sonhos adolescentes,
Senti teu perfume no ar assim poetizo,
A brisa fria me encontra calado vivente,
A distância perdida me distrai,
Amor cante no meu ouvido a nossa canção à noite que já sevai.
Madrugada triste já irá embora,
O dia trará nova esperança em sua aurora,
O sol aguardando só alguns instantes mais,
Aquecer já em alguns lugares faz,
Foi tão curta a noite que passei em claro,
Esses versos surgiram da alma angustiada sem preparo,
César Ribeiro
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