Madrugada
cristina
Olho o céu
negro,
desolado,
imagem de mau agouro,
de uma vida sem sentido
nele me revejo,
rejeito-o!
Derrama-se a sua mágoa,
sobre mim.
Na minha face sinto a frescura,
cristalina,
tão pura,
sem pecado.
Não são gotas de chuva,
são lágrimas derramadas,
já sem dor,
sem sentimentos.
São vazias,
como eu!
Procuro em vão,
nesse céu,
uma réstia de um sol perdido.
Não é nele que procuro,
é nas vísceras do meu ser.
Vasculho a minha alma,
tão negra
como o meu céu,
desolada,
imagem de mau agouro,
de uma vida sem sentido!
Encontro,
o nada,
tão gélido como esta madrugada!
negro,
desolado,
imagem de mau agouro,
de uma vida sem sentido
nele me revejo,
rejeito-o!
Derrama-se a sua mágoa,
sobre mim.
Na minha face sinto a frescura,
cristalina,
tão pura,
sem pecado.
Não são gotas de chuva,
são lágrimas derramadas,
já sem dor,
sem sentimentos.
São vazias,
como eu!
Procuro em vão,
nesse céu,
uma réstia de um sol perdido.
Não é nele que procuro,
é nas vísceras do meu ser.
Vasculho a minha alma,
tão negra
como o meu céu,
desolada,
imagem de mau agouro,
de uma vida sem sentido!
Encontro,
o nada,
tão gélido como esta madrugada!
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