Escritas

intertício

Gisele Leite
A palavra

A eterna prisão de signos

e semântica



As cordas presas do consciente

Os labirintos incompletos do inconsciente

A fonética diafragmática

A corruptela da dor e lágrima

O silêncio nostálgico dos corredores



O alarido das folhas ao vento

O rufar dos tambores

A prenunciar a sentença

Cabeças rolando junto com os pensamentos



E, o perdão surgiu como um tropeção

Como um cadafalso a espreita de sua vítima

Nada faz mais sentido

A dor, a palavra ou sentimento.



Só essa pausa.

Essa única pausa.

Intertício de passado e futuro.

515 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.