A flor do medo

A flor do medo


Sobressaltei de madrugada

Olho assustado pros
lados

Aquele olhar de justa
causa

Faz-me tremer de
medo...

A razão chegava
sem-hora

Marcando em juízo as
provas

O leito agora minha
alcova

Todas as sombras
aflitas

Ecos escapam pelas
frestas

Correm em direção
certa

Buscam perdão
comunhão

Os olhos arregalados
espreitam

No parapeito gato
preto

Seus gemidos sinfonia
fúnebre

Meu coração triste
regência

O vazio é tão grande

Vejo todos os sonhos
caírem

O tempo túnel escuro

Pensamentos em
purgatório

Clamam perdão em
agonia

Vampiros malditos
sugam o lirismo

Resta apenas a
realidade

Na ventania gélida se
foi à utopia

O inferno abrigo pungente.



Jamaveira®
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Comentários (2)

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ania_lepp
2017-09-20

Poema de uma sensibilidade que toca e cala fundo...lindo, lindo...parabéns poeta!!!

Vicente de Paula Mursci.
Vicente de Paula Mursci.
2015-09-28

A linguagem é bem clássica, e difícil, fazendo o leitor, muitas das vêzes a se questionar diante de um bom dicionário, para decifrar palavras difíceis. Mas, pelo que lí é muito bonito, e transmite uma mensagem muito amorosa e calorosa, pelo autor.