Escritas

Dá de coração o coração

Manito O Nato
Mostra-te no amor o aceno parco
Postigo de espia tênue e breve...
Aeriforme, borboleteante - delicado,
Deixa inteiro que seu vôo o leve.
Dá-lhe de coração o coração,
Seja no iracundo torpor do medo,
Seja nos braços febris da emoção.
Enreda-te em seu arco com avidez,
A todo risco mergulha em seu condão,
Tinge na sua cor teus medos de lividez,
Não desposes por segura a pétrea solidão.


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