Escritas

SEREMOS UM ? (parte 1)

teka barreto


SEREMOS UM ?

Este texto nasceu sob um impulso incontrolado, de colocar asidéias prá fora. Uma espécie de faxina mental foi o que fiz. Enquanto olhavaatentamente para o borbulhar de tantos pensamentos emergentes e aparentementedesconexos, algo internamente escaneava como um programa antivírus, osletreiros mentais que surgiam.

Conceitos e pré-conceitos rolavam em minha tela mental. Revia-os um aum, enquanto uma voz vinda de não sei onde, me falava da importância de me“LIVRAR” deles.

Sentia-me febril. Estremeci ao ver certos padrões arraigados como ervasdaninhas em minhas ações comportamentais.

Percebi, sem conseguir nomear com palavras, a mutação da vida percorriaminhas veias e células.

A dor que sentia revelou-me a causa de minha aparente doença. Os efeitosarrepiantes, paralisadores e mutiladores das conexões intelectuais com osdemais sentidos físicos, eram produzidos pela minha própria resistência àsmudanças.

Sensações a flor da pele e desconexas, pareciam travar uma espécie deluta de aspecto muito sombrio.

Minha vida emergia em recapitulação, causando-me um furor e uma angustiade incalculável magnitude.

Debati-me erupcionando palavras de aflição incandescente ao vento.

Durante esses momentos críticos, minha mente parecia dissolver-se diantedos conceitos da dualidade limitante e parecia querer aceitar sem mais resistiros mistérios da Existência Ilimitada.

Minha louca necessidade de descrever o que se passava comigoracionalmente, foi perdendo as forças.

Parei de resistir. Minha racionalidade parecia definhar, perdendo asforças diante da LUZ intensa.

Um crescente sentimento de clareza foi se apoderando de tudo. Algointenso começou a brotar em um lugar dentro de mim.

Senti-me no limiar, entre a loucura e alucidez total.

Porsorte, encontrei um amigo, há muito tempo esquecido. Era só o que eu precisavanaquele momento agonizante. Um amigo para desabafar. Alguém que me escutasseatentamente, enquanto convulsionava internamente.

Durante mais de quarenta horas fiquei diantedesse amigo, abrindo meu coração e minha mente.

Em nenhum momento sequer, ele interferiu ouquestionou, meus devaneios.

Esse monólogo aparentemente interminável me possibilitou seguir portemas obscurecidos e embolorados, arquivados em vários compartimentos damemória.

Sentia uma profunda necessidade de esgotá-los, tirá-los dali a fim decriar um espaço saudável, limpo e acolhedor, onde pudesse relaxar e meentregar, como alguém que chega finalmente em casa.

Então aconteceu! Não sei precisar o momento exatamente.

Como uma agulha emperrada em um sulco de vinil, senti-me saltar para afaixa seguinte.

Pude olhar finalmente para “mim”. Meu falso ídolo perdia sua força.

Percebi claramente o que doía e por que doía.

Ri e chorei alternadamente, por não sei quanto tempo.

Quando finalmente parei e olhei para meu amigo, ele serenamente meentregou outra folha em branco.

Pude “ver”, a grandeza e o simbolismo de seu simples gesto.

Aceitei com humildade a extrema unção.

Diante dessa folha preenchida de Luz branca, sem mácula, senti-merenascer.

Compreendi a ilusão impressa no mundo. Meu mundo!

Fiquei fascinada com a nova visão aflorando. Compreendi a verdadecontida na expressão “uma luz no fim dotúnel”. Entreguei-me a ela e me deixei envolver por sua guiança.

Senti-me“Folha Branca”, totalmente preenchida pela LUZ Divina.

Meu coração pulsava agora uma música “Cheia de Graça”.

Resolvi então, contar sobre a minha desilusão, brincandocom as letras que este amigo me oferecia gentilmente. como balas de gomacoloridas.

Meus dedos sobre o teclado, não se cansavam. Dançavam, produzindo músicano frenético toc-toc-toc.

Eu vibrava em alegria, com cada ponto e vírgula que saltava aos meusolhos.

Tudo a minha volta ganhara um brilho renovado e pulsante.

Não poderia ter sido mais oportuno, este nosso reencontro.

Ele caro leitor, me mostrou que reciclar lixo é muito bom, mas deixar deacumular e produzir é... Milhares de vezes mais saudável!

Comsua licença, gostaria de me dirigir a ele agora, ocupando esta pagina, quedeveria ser somente sua.

Sou grata a você por isso, velho computador5.86.

Você, com sua silenciosa presença me inspirou o registro desta história, desde a primeira letradigitada.

Agora voltando a você fraterno leitor, esperoque “veja”além das palavras aqui impressas, o que sua alma quer lhe revelar.

Sinto um profundo carinho e respeito pela suaexistência, companheiro de jornada planetária. Meu Irmão na luz.

(Fim da 1° Parte) Teka Barreto (2008)

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Comentários (1)

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josue
josue
2016-04-21

por queria