Ser amor e CêRamar
Ser amor e CêRamar
Amar a quantidade
É idolatria do barro
Na produção do consumo
consumo vira insumo
Tempo é dinheiro
Ligeiro
Urgindo sem Qualidade
Apressando enfeitiçados
Espelho, espelho meu...
Todos quererão comer-me?
Tal qual maçã dentada
Marcada à frio num laptop
Um ícone, evoluindo
Qual Windows pirateado
Workando, no meu emprego
Empregado manipulado
Lucrando com os meus
Clicks... Um oco pré Meditado
Alertas de mais consumo
De gente em liquidação
Neste mundo quem não posta
Se quer servirá prá húmus!
Por isso tanto faz
Se há virtude no que posta
Não te exponha
Apenas click... É resposta!
E assim nos conformamos
Com as fôrmas que vestimos
Está vida, assim não dá!
Nem nos tira, coisa alguma!
Está vida só devolve
As brotas de nosso plantio
Se os frutos são puro fel...
Não culpe só as sementes
Transgênicos agricultores
Semeiam clickes... Sem Mente
E o que era para SER
Vira não sei, que fazer!
Quem eu sou?
Pr’onde vou?
D’onde vim?
E para que?
Um oleiro a pensar
na beleza de um pote?
Amar o fazê-lo bem?
Amar o fazer...
O belo FAZER... AMAR!
Não o pote !
teka barreto
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