Escritas

Deixei meu coração enfim morar na lua

Manito O Nato

Deixei meu coração enfim morar na lua.

Vi seu olhar, no céu sem fim planar, errante.

Vi-me espelhada a sorte eterna em brilho instante

Que na imensidão revela a essência Tua

Senti toda demência que na ciência atua

- Buscando pela essência Teu pairar constante

Sobre a mãe esfera - em atitude infante,

Pois tendo a Ti adiante segue improba e crua.

Vi do meu coração um longo olhar rendido,

Radiante e embebecido no esplendor da casa

Da Tua paz e da Tua luz, sem ter, sem dor, sem ruído.

Ouvi meu coração por fim bradar da lua:

“Dá-me fazer senhor, da imperfeição uma asa

e envolto em tua Paz voar feliz na rua”.
714 Visualizações

Comentários (1)

Iniciar sessão para publicar um comentário.
Lua
Lua
2018-12-07

Triste, o sol fez-se noite E na terra o amor se enlutou. Como lágrimas o firmamento caiu ; Da lua e seu brilho só lembrança restou.