Soberano
Guilherme Coutinho
Ele nobre cavaleiro alado
Observa de um mirante
Escolhido a garras para o pouso
Um repouso sobre um monte
Edificado em um povoado
De tamanho absurdo
Observa de toda altura
Que lhe é permitida
As vielas, ruelas, avenidas
Todas elas estúpidas
Transeuntes tornados assim também
Ele todo de negro
Emplumado
Alado
Com suas fortes garra
Sublime se agarra
A espreita do que
O estúpido rejeita
Um morto
Um cadáver
De mau cheiro
Que a ele lhe é perfume
Odor incólume apetecedor
Decola de sua paciência
Soberana com insistência
Enfim...
Sublime pousa
Sobre a carcaça de um morto
Que não sou eu
Que não serei eu
Este que jaz à sarjeta
Será a garantia da força
De amanhã estar
A sobrevoar
A pousar
A espreitar em paciência
Consumir o que é rejeitado
O que não tem bom cheiro
Ser ele o herói que voa
Sublime
Sábio
Sereno
Levado pelas correntes
Do ar ascendente
Sem esforço, voa!
Sem esforço, não mata!
Com esforço, vive!
Porém tranquilo
No cimo de seu outeiro
No alto do sobrevoo
Na tranquilidade do pouso
Observa de um mirante
Escolhido a garras para o pouso
Um repouso sobre um monte
Edificado em um povoado
De tamanho absurdo
Observa de toda altura
Que lhe é permitida
As vielas, ruelas, avenidas
Todas elas estúpidas
Transeuntes tornados assim também
Ele todo de negro
Emplumado
Alado
Com suas fortes garra
Sublime se agarra
A espreita do que
O estúpido rejeita
Um morto
Um cadáver
De mau cheiro
Que a ele lhe é perfume
Odor incólume apetecedor
Decola de sua paciência
Soberana com insistência
Enfim...
Sublime pousa
Sobre a carcaça de um morto
Que não sou eu
Que não serei eu
Este que jaz à sarjeta
Será a garantia da força
De amanhã estar
A sobrevoar
A pousar
A espreitar em paciência
Consumir o que é rejeitado
O que não tem bom cheiro
Ser ele o herói que voa
Sublime
Sábio
Sereno
Levado pelas correntes
Do ar ascendente
Sem esforço, voa!
Sem esforço, não mata!
Com esforço, vive!
Porém tranquilo
No cimo de seu outeiro
No alto do sobrevoo
Na tranquilidade do pouso
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