Escritas

Frígia

Marta

Desta eterna intermitência, salvação desumana puramentesonhada.

Nada existe para lá. Para além do céu caiado de asilo,chovendo luz.

É livre e de algodão a criança que desce para dançar ecorrer no centeio, bebendo sol.

O Inverno já longe vai, mas por aqui se arrastou, Um Norte,vestido de branco sujo.

Branco Russo. Diamantes duros. Azzuis, prateados, pétreos,laminados.

Arranhou a terra e delapidou m-águas. Correu terras cerradasde frio.

Soprou do vento os Homens. Para cismar na solidão.

Limpou e desbordou rios, à procura de um reflexo,

Talvez da lua, ou só da noite?

O saber do gelo tem escarpas nas palavras,

mas uma teia de imortalidade tecida sobre os ossos.