Vales Encantados
ALuz pavoneando-se espairece pelos vales como a beleza preenche todo o espaçoválido da estética, excepto o incorruptível vale das tormentas, sombrio esoturno, somente à espera, de ser digno de ser atingido ou contemplado, por umraio de luminosidade.
Masporque não se torna então essa reunião plausível e realista?
EssaLuz tão contempladora, abrangente e resignante, a desejada por todos, mas tãoselectiva na sua longitude.
Pobresalmas daltónicas insensíveis a esse espectro de luz que exasperam nasprofundezas da escuridão eterna e irresoluta, antimatéria da Luz.
Porquenão só a Luz é bela ou é vida, as trevas e a escuridão são tão ou maisinebriantes e enternecedoras que a mais profunda e doce Luz matriarcal.
Salvéa penumbra absoluta, porque dela renasce a Luz ofuscante e genuinamenteverdadeira. Pois Ela nasceu do crepúsculo de toda a luminosidade profícua eindulgente.
Talcomo na magnitude total da luminosidade precoce e envolvente, ou na escuridãoobscura e insalubre, o que ressalta da sua incompatibilidade e não sobreposiçãosão laivos de esperança, de liberdade, de negação e anticonformismo tal e qual genesalterados e mutáveis.
Apóstolosda diferença e do contraditório dialéctico, guerreiros anarquistas contra afrivolidade ignóbil reinante.
Poisdeles depende a evolução Humana, tanto biológica como culturalmente.
LX,17-6-2001
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