Escritas

O Vazio perdurou em Silêncio

Paulo Jorge

Sonhosenevoados,

Commúsica delicada,

Sentidosextenuados,

Comluz apagada.

Ecosuivam loucos,

Ressuscitamo Passado,

ARazão duns poucos,

Numtriste Fado.

Dolorosaexistência,

Pasmaaberração,

Traídaaparência,

Insolúveltentação.

Almadorida,

Coraçãoem pranto,

Estoude partida,

Aquinum canto.

Silênciocompanheiro,

Confortoindagável,

Destinomatreiro,

Morteimutável.

Projecçõesfuturas,

Contemplamo Além,

Ooutrora esconjuras,

Oesquecimento também.

Perdidoem profundo,

Menteangustiada,

Navegopelo fundo,

Fugaabençoada.

Tormentosem redor,

Obscuridadetranslúcida,

Alertasem temor,

Saudadeenternecida.

Arteidolatrada,

OBelo intocável,

Toca-sea entrada,

Jamaisinfluenciável.

Fundoua essência,

Universocoerente,

Espasmoà tangencia,

Unidosem torrente.

Espaçoincomensurável,

Lamentosaconsciência,

Eternidadeimplacável,

Amargosaexistência.

Chamamentoapelativo,

Ordemeloquente,

Ocaos imperativo,

Ovazio inconsequente.

Forçasindulgentes,

Esbatemao lado,

Perceptíveisantes,

Hojeinundado.

Forçainvisível,

Acçãopassiva,

Sersensível,

Dorlasciva.

Aslágrimas secaram,

Anévoa levantou,

Osanjos morreram,

AVida findou

Onada vingou.

LX,17-9-2002

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