DECLARAÇÃO DE AMOR
Estás triste, te sentes velha, feia.
Insegura, perguntas como estás,
Se estou feliz, se não a quero mais;
Reclamas do cabelo que embranqueia.
Digo que a amo, que sempre...sempre amei-a
E recordo de muito tempo atrás,
De quando eras menina e eu um rapaz,
E, de novo, meu peito se incendeia...
Se o tempo amarelou nossos retratos,
e alterou tantas coisas, tantos fatos,
não conseguiu mudar: continuas linda!
Quando a morte, inimiga de quem ama,
vier me cobrar a vida aos pés da cama,
é certo que estarei te amando ainda...
Comentários (1)
Prezado Carlos: teu poema`é muito expressivo,ao trazer, de forma tão clara e poética, a insegurança da mulher amada,crendo que as mudanças físicas se constituem em fator de erradicação do amor verdadeiro.Parabéns!(acrescento:se colocares todos os versos na pessoa "tu",tua poesia ganhará em expressão).Um sincero abraço!Deus abençoe a ti e aos teus! Adalto